CORAGEM PARA EVOLUIR

Não é incomum entre os pequenos e médios empresários brasileiros o péssimo hábito de atribuir o sucesso das grandes empresas do setor nos quais operam ao seu poderio econômico atual. “Eles podem por que são grandes, são ricos e tem recursos de sobra... Eu sou pequenininho, não tenho como investir, o negócio não anda...”. Trata-se de uma falácia que reflete um pouco da nossa cultura acomodada, algo como: “Já que não tenho como fazer igual eles (os grandes), vou ficar quietinho no meu canto (fazendo as coisas do mesmo jeito, sem correr riscos, nem sair do lugar)”. Vamos ser sinceros, é uma atitude patética.

A grandeza das empresas – incluindo aí as grandes redes do canal farma – não deve ser encarada apenas pelos cifrões declarados no balanço ao final de cada exercício. Esses números, na verdade, refletem o trabalho de toda uma trajetória, quase sempre construída a base de muito suor e lágrimas, mas também de visão, inteligência e capacidade de superar desafios e situações adversas que marcam a evolução de qualquer empresa. Seus dirigentes tiveram a coragem para tomar decisões ousadas e arrojadas em momentos críticos, decisões essas que, não raro, mudaram os rumos do negócio, seja para acompanhar a evolução natural do mercado; por conta de uma dificuldade particular; ou para agarrar novas oportunidades com grande potencial de alavancar o crescimento da companhia.

Ousadia e coragem para mudar serão características muito demandadas dos dirigentes e gestores das redes independentes do varejo farmacêutico brasileiro daqui para frente. O quadro geral do mercado farmacêutico no Brasil ainda é bem bonito, para dizer o mínimo. Embora em desaceleração, o crescimento do varejo ainda é elevado e as drogarias têm diminuído os níveis de descontos para os consumidores, como forma de manter o caixa em boa situação, algo fundamental num momento de escassez de crédito. Mas a realidade do varejo farmacêutico não é linear. As grandes redes têm obtido números de crescimento superiores ao do varejo farma como um todo. As redes associativistas também vêm ganhando mais espaço, sendo esse o segmento que mais capturou market share nos últimos anos.

Imprensadas entre esses dois grupos, as redes independentes – que em sua maioria atuam de forma local ou regional – precisam repensar o seu papel no mercado e, principalmente, o que de novo podem oferecer aos seus clientes que a concorrência, seja ela qual for, não pode. O mercado brasileiro está passando por um momento de grandes transformações, com novas possibilidades de negócios surgindo no horizonte, como é o caso da prestação de serviços de saúde pelas farmácias. Ou a aplicação dos conceitos de pré-GC, uma preparação para as redes praticarem o gerenciamento por categorias, um processo cuja importância cresce a cada dia para varejistas de todos os setores.

Por exercerem uma posição de liderança nas regiões onde operam muitas redes independentes se julgam seguras para enfrentar a concorrência. Acreditem! Ninguém está seguro. A única forma de se manter competitivo é avançar de forma contínua. Para isso, é necessário a coragem para tomar decisões que vão garantir a saúde e o crescimento do negócio não neste ano, mas pelos próximos cinco, dez, vinte anos. São as decisões tomadas hoje que vão permitir que as pequenas e médias redes atuais possam prosperar em um ambiente cuja tendência é se tornar mais desafiador a cada ano.

Dessas decisões corajosas é que vão surgir as novas grandes redes do varejo farma brasileiro. Afinal, as gigantes de hoje também começaram com uma única loja. É esse espírito de ousadia e evolução constante que queremos imprimir a cada edição de Pharmanager + PDV, uma publicação que vem não só para informar, mas para contribuir com o crescimento das pequenas e médias redes do varejo farma. Esperamos que esta edição seja a primeira de muitas e que nós, assim como você, possamos brindar ao futuro promissor que se desenha para quem trabalha com afinco e sem medo de seguir em frente.

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